Especialização é o motor das exportações de software
-- 18/04/2005 --
Para Roberto Mayer, da consultoria MBI, melhor estratégia para fortalecer a exportação é o desenvolvimento de soluções para nichos
“Não adianta desenvolver um sistema de CRM e querer competir com os grandes. Mas se você cria uma solução para o setor hoteleiro, por exemplo, e ganha 10% desse mercado em todo o mundo, tem um volume de vendas significativo mas não o suficiente para competir com as gigantes." Esse é o argumento de Roberto Mayer, diretor da consultoria MBI, para incentivar o desenvolvimento do mercado nacional de software.
O executivo acredita que é exatamente essa falta de especialização que vem dificultando o sucesso das exportações de TI brasileiras. “Estamos querendo competir com a Índia na oferta de serviços, mas essa é uma estratégia que tem poucas chances de dar certo no longo prazo”, avalia. “O ponto forte do brasileiro é a criatividade no desenvolvimento de softwares para características específicas de negócios.”
De acordo com a pesquisa “Exportações Brasileiras de TI e Sofware”, realizada pela MBI; o Brasil possui cerca de 3 mil empresas de software, das quais 300 já declararam interesse em exportar. Ao longo de 2004, entretanto, apenas 71 efetivamente venderam para o exterior, totalizando US$ 235 milhões em receita.
Dessas 300 empresas que têm interesse em exportar, 77,3% pretendem ter algum tipo de venda para o exterior em dois anos, enquanto 39,7% esperam que 5% de suas vendas venham da exportação. Em cinco anos, 80,3% acreditam que terão alguma exportação e 24,3% imaginam que irão exportar de 11% a 20% de sua receita total.
Fonte: ITWeb
http://www.itweb.com.br/noticias/artigo.asp?id=90125
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