02/04/2004 - SETOR DE SOFTWARE RECEBE ATENÇÃO ESPECIAL DA NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL ANUNCIADA PELO GOVERNO
Anunciada no último dia 31 de março pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, a nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Eletrônico (PITCE) do país terá um montante destinado da ordem de R$ 15 bilhões. Das 57 ações estratégicas que fazem parte da política, nove são direcionadas especificamente para a área de tecnologia da informação e software.
Quatro setores serão privilegiados por serem considerados prioritários: software, bens de capital, semicondutores e fármacos e medicamentos. Para eles, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de criar três programas de financiamento.
O que terá maior impacto sobre a indústria brasileira de software é o Programa de Apoio ao Setor de Software (Prosoft), que ganhou novo nome - Programa para Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços Correlatos - e foi renovado até julho de 2007 com recursos da ordem de R$ 100 milhões.
De forma a aumentar sua eficácia como instrumento de apoio ao software nacional, buscando promover o crescimento das empresas nacionais e aumentar sua participação nos mercados interno e externo, o novo Prosoft foi dividido em três subprogramas:
a.. Prosoft-Empresa - financiamento para investimentos e planos de negócios de empresas nacionais produtoras de software e serviços correlatos;
b.. Prosoft-Comercialização - financiamento para aquisição, no mercado interno, de softwares e
serviços correlatos desenvolvidos no Brasil;
c.. Prosoft-Exportação - financiamento à exportação de softwares e serviços correlatos desenvolvidos no país, por meio de operações de pré-embarque e pós-embarque.
Aliás, quando se fala em exportação de software, o objetivo do governo é aumentar as vendas do Brasil no exterior para US$ 2 bilhões até 2007. Para isso será criado um Programa de Exportação de Software e Serviços com a participação do MCT, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (APEX)
Fonte: ITS
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